Gabor Gaba

Caderno de Bolso (e o nome Gabor Gaba)​

Este protótipo foi uma das primeiras extensões de Porcelana, o primeiro fragmento de um universo expandido. Surgiu quase na mesma época que o primeiro, e basicamente com o mesmo propósito de explorar na prática a interação entre escrita e desenho, porém em escala maior. Embora minha relação com este projeto ainda esteja embaçada – sentido de que o caderno ainda não parece ter revelado todo o seu potencial – há uma razão para apresentá-lo nesta pesquisa: meus desenhos são frutos dos sussurros e anseios de um elemento impessoal que anima o espírito desenhista do qual, numa dialética com o elemento pessoal, ativa o ato de criação do desenho. Assim, a poética do esboço, num embate entre arriscar um traço ou hesitar em fazê-lo, diria que Gaba corresponderia ao impulso cego da zona do desconhecido, a potência- de, enquanto Gabor seria o ser emocional, que vacila e treme a mão na potência-de-não. Portanto, o Livro de bolso desperta Gaba como uma espécie de feição do elemento impessoal que habita no âmago da minha existência.

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