A DIGNIDADE DO OBJETO POSTO À PROVA DA EXPERIÊNCIA: uma análise fenomenológica do fato e outros estudos para a recepção da coisa

Cícero Ibeiro e Irene de Mendonça Peixoto

Incorporada no escuro da casa do cientista, onde nos posicionamos todo dia com uma vela frente aos olhos, começa a narrativa deste texto. No livro Studiolo, de Giorgio Agamben (2021), dá-se continuidade ao termo utilizado no Renascimento para identificar o cômodo da casa ao qual se recorria para o repouso frente à leitura, para o exercício da apreciação de pinturas, principalmente para a calmaria e reflexão, para o tempo de meditar em meio à bela estética, predileta e simbólica. Com auxílio desse cenário, tanto textual quanto indicativo de uma condição local, trazemos como reflexão a apropriação, ou a conciliação nominal, do que acontece no ateliê do artista, enquanto aquele que pesquisa produz e reflete à luz de uma casa iluminada pelo cogito de outras ciências, e por isso aprecia, interage e, de algum modo, leva para casa uma parte da luz que será incendiada e acessada quando a ela sublimar.

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