O design além da estetização funcional

Irene Peixoto

Este artigo investiga questões éticas e estéticas do campo do design alinhadas às críticas do pensamento contemporâneo, ao modo como a modernidade compreendeu as relações entre passado, presente e futuro. Essas críticas tratam do fim das utopias modernas que priorizavam o futuro em detrimento do presente, rumo a uma sociedade contemporânea cada vez mais orientada para soluções imediatas e de pronto uso. Não é fortuito que o pensamento criador de nosso tempo se volte para uma temporalidade mais lenta, para um indefinido tempo presente no qual os processos ganham relevância sobre os resultados.

Ao problematizarmos essas questões, aproximamos a discussão para o papel do design no contexto político do ativismo artístico, no qual, segundo Boris Broys, a desfuncionalização estabelece a diferença crucial entre duas tradições, importantes e contraditórias, de estetização do mundo: a da arte e do design.

Por isso, é importante que o design contemporâneo articule pensamentos de outras áreas do conhecimento, como a filosofia e a arte, para que ele possa mais que estetizar e funcionalizar o mundo, agir revolucionariamente dentro dele.

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