Toda obra, seja ela de arte, ciência, filosofia ou literatura, mais do que ser apenas o resultado de um ato de criação, é também efeito direto ou indireto de uma imersão poética no caos que antecede o pensamento, a experiência sensível que atravessa o corpo na aurora das sensações, na zona dos mistérios e dos enigmas que exortam a subjetividade.
Assim, inspirado no texto “Do caos ao cérebro”, capítulo final do livro “O que é filosofia”, de Gilles Deleuze e Félix Guattari, “Sobre a Experiência”, procura ilustrar, através da animação manual, em flipbook, algumas ideias centrais do texto e conceitos marcantes como os blocos de sensações em Afectos e Perceptos.
Segundo Jorge Larrosa, com quem este trabalho também dialoga, essas experiências sensíveis se tornam poéticas na medida em que ativamos a arte dos encontros e da causalidade daqueles rotineiros, em que o silêncio de um momento de solitude, ao invocar o devaneio, nos permite dar outros sentidos ao mundo.