
PROCESSOS CRIATIVOS DO DESIGN NA FRONTEIRA COM AS ARTES
Irene de Mendonça Peixoto
O início do século XXI ficou marcado pelo impacto da pandemia do COVID-19 que, além de promover uma crise sanitária e
humanitária sem precedentes, expôs a fragilidade do pensamento reducionista que aparta o homem da natureza, desconsiderando que dependemos dela para existir. As criações humanas, híbridas e mutantes, pertencem ao mesmo tempo à natureza e à cultura, reforçando os estados fronteiriços em trânsito na contemporaneidade. Não é de hoje que diferentes áreas do conhecimento se atravessam, abandonando a ideia de uma modernidade setorizada em suas especialidades. Como atuar em fronteiras tão móveis e imprevisíveis sem sermos engolidos pelas incertezas?